Publicado em: 25/05/2026

A estratégia do Governo do Paraná de ampliar o uso de concreto em rodovias estaduais colocou o Estado como referência nacional em obras públicas e sustentabilidade na infraestrutura de transportes. Um estudo do Centro de Liderança Pública (CLP) destacou o modelo paranaense como exemplo de política pública voltada à redução de custos ao longo da vida útil das estradas, e não apenas ao menor valor na licitação.

O Paraná já aplicou pavimento de concreto em mais de 800 quilômetros de rodovias estaduais. Segundo o estudo, o diferencial está na durabilidade. Enquanto estradas asfaltadas costumam ter vida útil média de cerca de 10 anos, as rodovias de concreto podem durar pelo menos 20 anos.

Além da maior resistência, o concreto também reduz gastos com manutenção. Diferente do asfalto, que costuma apresentar buracos e deformações com o passar do tempo, o pavimento rígido exige menos intervenções ao longo dos anos.


Paraná lidera ranking de sustentabilidade ambiental

A política adotada pelo Estado colocou o Paraná na liderança de um ranking de sustentabilidade ambiental elaborado pelo CLP. O estudo apontou que o governo estruturou uma política pública voltada ao incentivo da pavimentação em concreto, incluindo isenção de ICMS sobre cimento usado em obras rodoviárias estaduais.

A medida beneficia concessionárias e construtoras contratadas pelo poder público para execução das obras. O benefício fiscal foi autorizado pelo Convênio ICMS 05/26 e regulamentado pelo Decreto Estadual nº 12.956/2026, válido até dezembro de 2027.

O programa também prevê limite de uso de cimento, acompanhamento técnico e monitoramento de indicadores econômicos e de desempenho das estradas.


Governo quer reduzir custos e acidentes nas rodovias

O modelo implantado pelo Paraná prevê fiscalização dos resultados obtidos com o pavimento rígido. Entre os critérios avaliados estão a redução dos custos de manutenção e a diminuição de acidentes nas rodovias.

Segundo a análise do CLP, o diferencial do Paraná foi usar a política fiscal para incentivar investimentos considerados mais duráveis, econômicos e sustentáveis, criando uma espécie de “orçamento verde” voltado à infraestrutura de transportes.

O estudo também destacou que o formato adotado reduz riscos de renúncia fiscal sem retorno efetivo para a população, já que há prazo definido, limite quantitativo e monitoramento obrigatório dos resultados.


Estudo mostrou menor emissão de CO2 em rodovias de concreto

Um dos exemplos analisados foi a rodovia PRC-280, no Sudoeste do Paraná. O levantamento comparou diferentes modelos de restauração da pista em um período de 20 anos, considerando produção de materiais, transporte, manutenção e uso da rodovia.

Os resultados mostraram que alternativas semirrígidas consumiriam 4,4 vezes mais energia e emitiriam cerca de 40% mais CO2 em comparação ao modelo de concreto utilizado no Estado.

A metodologia de ciclo de vida pode ajudar governos a tomar decisões mais eficientes em obras públicas, considerando não apenas o custo inicial, mas também impactos econômicos e ambientais ao longo dos anos.


Fonte: Bem Paraná 

Modelo adotado pelo Paraná em rodovias chama atenção de estudo nacional